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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

França - Festa das Solteiras

FESTA DE SANTA CATARINA


O dia 25 de Novembro é o dia de Santa Catarina e os franceses festejam as Catherinettes, que são as moças solteiras de 25 anos. De acordo com a tradição, elas devem usar um chapéu exótico verde e amarelo, confeccionado por elas ou para elas.







ORIGEM

Catarina de Alexandria, nasceu na principal cidade do Egito no seio de uma família nobre. Teve como mestres dois sábios do país e aprendeu com Ananis os mistérios da religião cristã. Converteu-se ao cristianismo e recusou se casar com o imperador Maximiano, que a cortejava. Humilhado, o imperador submeteu-a à tortura por diversos dias, e em seguida a condenou ao martírio da roda e à decapitação. Ela foi sepultada no Monte Sinai, lugar onde foi construído mais tarde um convento. Santa Catarina é, em nossos dias, a patrona dos teólogos, dos oradores, dos bombeiros, dos estudantes, dos tabeliões, dos filósofos e das  solteiras de mais de 25 anos.


NA FRANÇA



A tradição de festejar Santa Catarina na França data da Idade Média. No século XII, a estátua desta santa era exposta nas igrejas de Paris e, anualmente, no dia 25 de novembro, um chapéu era colocado em sua cabeça pela solteira mais velha. Em seguida, as operárias solteiras passaram a usar bonés de papel e, posteriormente, as outras moças solteiras de 25 anos passaram a usar roupas e chapéus extravagantes para integrar o cortejo de desfile da festa de Santa Catarina, a fim de enfeitar a santa com flores, chapéus, fitas... As moças solteiras enfeitavam a Santa como uma simpatia para encontrar um marido.










Ainda que a festa aconteça até hoje, as mulheres francesas se casam cada vez mais tarde (ou nem se casam). A “Catherinette” (solteira mais velha) é a rainha da festa durante um dia. 





A festa é um acontecimento convivial ainda praticado em pequenas cidades e também em algumas empresas e a festa da Catherinette se tornou um espetáculo folclórico e uma ocasião para as pessoas se divertirem!




Redigido por KRIS XIVA.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

BREVE HISTÓRIA DO PERFUME

Fazendo minhas pesquisas para escrever posts sobre história e beleza, descobri o interessantíssimo blog da Tina que se intitula:  ‘ LA FEMME AU XVIIIe SIÈCLE’. 




Entrei em contato com a autora que gentilmente me concedeu a permissão para que eu faça a tradução do que eu considerar interessante publicar no Boudoir da Maquiagem. Tina é francesa e é louca por história antiga, principalmente aquela que se refere ao século XVIII. Assim como eu, Tina é formada em Letras Modernas e é autora de diversos romances, novelas e poemas. 
Os capítulos do blog de Tina subdividem-se em posts sobre: Famílias reais, Atrizes, Mulheres Mundanas, Intelectuais, Revolucionárias, Arquitetura, Decoração, Beleza, Educação, Moda, Paris, Versalhes, Interior da França… como vocês podem ver, um material riquíssimo e cheio de informações… Vamos então mergulhar no primeiro post que eu traduzi e que retrata brevemente a história dos perfumes.
Para quem desejar conhecer o blog, aqui está o link:

BREVE HISTÓRIA DO PERFUME


A história do perfume começou quando os antigos mesopotâmios começaram a usar incensos para atenuar o odor da carne queimada dos animais que eram oferecidos em sacrifício aos deuses. Os incensos também eram usados por estes povos durante as práticas de exorcismo, no tratamento de seus doentes e após as relações sexuais.
A etimologia latina da palavra ‘per’ + fumum (através da fumaça)  já nos indica a ligação dos perfumes com os incensos e aponta para o modo como os antigos incensos perfumados eram preparados: mexer, sobre o fogo... assim, o incenso preenchia o céu com uma fumaça mágica. No cume da célebre torre de Babel (um zigurate), os sacerdotes acendiam montes de incenso.
Podemos supor que, no início, o uso dos perfumes era consagrado apenas aos deuses. Posteriormente este uso foi sendo estendido aos sacerdotes, depois aos chefes e assim por diante, até atingir todas as classes sociais.
A primeira civilização que usou perfumes com grande regularidade foi a egípcia. Inclusive as práticas de embalsamento deste povo requeriam especiarias e ungüentos especiais. Os perfumes se tornaram uma obsessão nacional durante o reinado da rainha Hatshepsout (do Novo Império, que durou de 1558 a 1085 antes de nossa era). Hatshepsout criou grandes jardins botânicos e cultivava o costume de acender incensos nos terraços que conduziam aos templos. O povo egípcio também usava perfumes no corpo a fim de afastar o mal olhado e produzia loções de beleza com finalidades terapêuticas.




Os Egípcios descobriram o método de ‘enfleurage’ (que consiste em extrair óleos instáveis através do processo de colocar as pétalas imersas em uma placa com óleo vegetal ou animal sem cheiro e substituí-las diariamente por outras frescas e recém colhidas, até que o óleo tenha absorvido todo odor desejado da planta) e também criaram recipientes de vidro para guardar suas porções perfumadas. As técnicas das ‘millefiori’ e demais estilos que os venezianos redescobriram posteriormente, já eram utilizadas no Egito.
As mulheres egípcias guardavam seus perfumes ao lado de seus estojos de maquiagem. Durante as festas, elas  usavam um acessório em forma de cone, que era colocado no alto da cabeça: a cera do cone derretia lentamente e vertia minúsculas gotas de perfume sobre o rosto e os ombros. Após o banho elas também tinham o costume de se massagearem com óleos perfumados; nossa técnica moderna de aromaterapia tem suas origens no Antigo Egito!


Além disso, este povo antigo também usava diversas ervas e substancias de origem vegetal. A madeira de cedro era altamente apreciada em forma de incenso com a finalidade de proteger os papiros contra os insetos; o barco de Cleópatra era feito com madeira de cedro e as velas eram perfumadas. Suas mãos eram hidratadas com  “kyphi”, que continha óleo de rosa, açafrão e violeta; seus pés eram cobertos com loção de ”aegyptium”, loção de amêndoa, de mel, de canela, flores de laranja e henna e as  paredes de seu quarto eram repletas de rosas.

Ainda que os  gregos, herdeiros dos egípcios, usassem os perfumes para prestar homenagem a seus guerreiros mortos, o uso das loções também se estendia ao cotidiano, como terapia e como tratamento para os atletas.
A grandeza das termas egípcias e gregas inspiraram as gloriosas termas romanas.

Na Idade Média o perfume chegou à Europa através dos mestres seculares da perfumaria: os árabes. Entretanto, o cristianismo suscitou uma era espartana de pudor, de temor e a recusa dos sentidos. Não é supreendente observar, frente às orgias romanas, que o cristianismo tenha sido, no início, um movimento da classe dos escravos e dos pobres, um movimento que pregava a abnegação, o rigor, a idéia dos miseráveis como herdeiros da terra, o ideal de uma vida rica e livre após a morte e o castigo final dos ricos mergulhados nas eternas torturas infernais. Neste período nasceu o ódio pelas coisas do corpo e todas as sensações agradáveis foram condenadas. O candidato ao paraíso deveria resistir a todos os prazeres do gosto e do odor, do som, da vista e dos sentimentos. O prazer se tornou sinônimo do pecado. São Jerônimo recomendava que os homens escolhessem companheiras que jejuassem e, em decorrência disto, fossem pálidas e magras... O uso dos perfumes sofreu uma drástica queda, apenas quando os cruzados retornaram do Oriente, é que trouxeram, em suas bagagens, óleos, porções, e novos odores para reintroduzir o uso dos perfumes na Europa.


O Renascimento constituiu uma época transitória no que concerne a história do perfume. Nesta época, o perfume passou a ser sinal de nobreza e símbolo de sensualidade: os progressos da época e a descoberta das Américas trouxeram à cena novos odores. Catarina de Medici foi a responsável pelo lançamento da moda do perfume em Paris. Progressos técnicos importantes foram feitos no domínio da química e permitiram o aperfeiçoamento da destilação e da qualidade das essências. 
CATARINA DE MEDICI
A cidade de Grasse fundou sua reputação na fabricação de luvas de couro perfumadas e desenvolveu uma indústria que lhe deu o título de “Capital mundial do perfume”.  Desde o século XII, Grasse manteve contatos comerciais com Genova e com a Espanha. Com a invenção da impressão, diversas obras técnicas passaram a divulgar receitas de águas perfumadas com bases florais ou animais para o corpo, a casa e também receitas de perfumes secos destinados a serem usados em sachets, luvas ou cintos.


Plantação de lavanda em GRASSE
No fim do século XVII, a tendência se voltou para as essências naturais e campestres...
No século XVIII, a França dominava o comércio do perfume e abrigava os maiores perfumadores da Europa. A revolução francesa entretanto assistiu a uma regressão do comércio dos perfumes e dos cosméticos. A fase do Diretório observou  o retorno do frenesi pelo luxo e pelos perfumes e no século XIX, o perfume passou a ser novamente o centro das preocupações femininas. Durante este século, as grandes maisons de perfumes foram craidas: L.T Piver em 1813, Guerlain em 1828, Molinard em 1849, Roger et Gallet em 1862, Bourjois em 1868 e Coty em 1898.

A revolução industrial(1850) provocou uma mutação profunda no universo dos perfumes, com a invenção do método de extração que usam solvantes voláteis e utilizam  componentes sintéticos para reproduzir substancias naturais e criar novos odores. A fabricação dos perfumes se tornou industrial, o que permitiu, às classes médias, o acesso ao perfume, até então privilégio da elite.



John Trueman, no romance do perfume declara que : “ Os homens da Antiguidade se lavavam e se perfumavam. Os europeus da idade das tenebras não se lavavam e nem se perfumavam. Os da Idade Média e dos Tempos modernos, até os fins do século XVII eram sujos e perfumados. Os do século XIX se lavavam mas não se perfumavam.

Fonte: O Livro dos perfumes, op cit.

sábado, 19 de novembro de 2011

HISTÓRIA DO RIMMEL OU MÁSCARA


No Brasil e em vários outros países usamos a palavra  ‘rímel’ (ou rimmel) para denominar as máscaras para os cílios. Na verdade poucas consumidoras sabem que Rimmel é o nome de uma empresa, fabricante de produtos de beleza. 



A empresa Rimmel nasceu em 1820, quando o pai de Eugène Rimmel que havia estudado com o professor Lubin, célebre perfumista da imperatriz Josefina (esposa de Napoleão I) resolveu se instalar na Avenida Bond Street, em Londres. Aos 24 anos, Eugène já havia se tornado um grande expert em perfumes e compreendeu cedo a importância da propaganda para divulgar mais amplamente seus produtos. 



Ele começou a publicar catálogos e a vender à distancia. Quando faleceu, seus dois filhos desenvolveram internacionalmente uma gama extensa de cores e novos produtos, sobretudo as máscaras para cílios, produto revolucionário da marca. Estas máscaras fizeram tanto sucesso que ‘rimmel’ se tornou o termo empregado para denominar ‘máscara’ em várias línguas.



A marca é conhecida por não se sujeitar às regras. A empresa sempre seguiu novas tendências ecléticas e se inspirou do estilo único das ruas de Londres para criar belezas diferentes das que eram vistas em Milão, Nova York ou Paris. Rimmel soube ousar criando tendências novas e não seguindo as tendências do momento. Ela soube se exprimir e inspirar as pessoas com seu espírito audacioso e a beleza ‘made in London’.


Após a segunda guerra mundial, Rimmel foi comprada por Robert e Rose Caplin, que eram também proprietários de uma agencia publicitária londrina. Estes novos proprietários aumentaram os produtos de maquiagem da marca Rimmel, modernizaram as embalagens e criaram novos tipos de paletas individuais.
Durante 1970 e 1980, a empresa passou pelas mãos de diversos proprietários até ser comprada pela Coty em 1996. Desde então a marca tem crescido exportando seu look londrino para 40 países e se estabelecendo como a mais bem sucedida marca de cosméticos britânicos.
Os filhos de Eugène Rimmel lançaram a máscara para cílios no mercado no ano 1880.
 Em seguida, a máscara foi modernizada por T L Williams em 1915. Ele acrescentou vaselina à fórmula anterior e pó de carbono para intensificar o olhar. Quando sua irmã Maybel usou esta mistura para seduzir seu namorado, ela lhe inspirou para batizar a nova máscara com o nome de Maybelline. E, assim, em 1917, nasceu a empresa Maybelline Company! Em 1929 esta máscara foi aperfeiçoada com óleo de rícino e novas proteínas que permitiriam o crescimento dos cílios. Esta nova máscara foi batizada com o nome de Ricil´s e era totalmente indicada para olhos sensíveis.




Em 1935, dois irmãos franceses da família Havlick, aperfeiçoaram a máscara e criaram um modelo de máscara compacto. Acrescentaram cera de abelha à formula e uma pequena escova. Lançaram, posteriormente a empresa Arcancil Paris. Em 1939, Helena Rubinstein criou a máscara para cílios à prova d´água e, em 1957, uma máscara recarregável para cílios, com uma escova integrada nomeada Máscara Matic, que foi rebatizada de Long Lash em 1964. Esta máscara já oferecia todos os benefícios procurados pelas mulheres: à prova d´água, não deixava os cílios duros (por conter fibras de seda), e proporcionava volume e comprimento aos cílios.




Em 1971, foi lançada a máscara Great Lash. A inovação desta invenção concerne sobretudo a embalagem da máscara: um tubo rosa e um cabinho da escova verde. Este produto se tornou a máscara preferida das manequins internacionais por conferir comprimento aos cílios e por causa de sua cor intensa obtida com uma grande quantidade de pigmentos negros. Somente em 1985 é que as máscaras coloridas foram criadas.




A máscara Cil Extreme (também conhecida como Kéracils) nasceu em 1987. Trata-se de uma máscara feita com melanina e queratina, substancias já presentes naturalmente nos cílios.
Em 1993, foi criada a máscara Spectacular cuja escova proporciona um alongamento incrível dos cílios.
Em 1996, nasceu a máscara Generous que possibilita a impressão de se ter cílios generosos, volumosos. A propaganda desta máscara promete um efeito triplo sem grudar!
Em 1999, Vertiginous foi criada: uma nova máscara que curva e protege extremamente os cílios.
Em 2001 nasceu a máscara de dupla aplicação: uma substancia branca que alonga os cílios e, em seguida, a escova que os tinge com a cor escura.



Em 2004 nasceu Hypnose, uma máscara com ceras e agentes que curvam e permitem às mulheres esculpir os cílios. Esta máscara promete a multiplicação do volume dos cílios por 6!

E as máscaras continuam evoluindo! A lista dos nomes não é exaustiva pois há tantas outras que não citamos (Fatale, Telescopic, Phyto Mascara...)










domingo, 6 de novembro de 2011

NOIVAS COM VINÍCIUS MATOS



Quando eu estudava fotografia, nosso professor responsável pela tópico de fotos de casamento, o Vinícius Matos, me pediu para eu maquiar algumas meninas para ele fotografar. Ele queria fazer algo diferente das fotos clássicas com noivas tradicionais e escolheu fotografar, em primeiro lugar, exatamente a Lilith (Juliana Assunção), pela beleza diferente e estilo exótico que ela tem.

LILITH


Como na época eu trabalhava em parceria com o Gracciano, ele se interessou em participar e fez os cabelos das meninas. Os vestidos muito lindos são de Ricardo Melo e os bouquets de Elen Mendes (Flor do Sol).



Fizemos ao todo 3 ensaios. O segundo foi feito com Sayonara, uma negra belíssima, cheia de estilo e o terceiro foi feito com uma modelo mais clássica, a Vanessa Kohler.

SAYONARA

VANESSA

Confiram aqui os três ensaios que têm estilos bem diferentes:

 LILITH

A Lilith, além de minha amiga sempre foi minha modelo para produções góticas e inusitadas, ela fotografa muito bem. Para falar a verdade, vestidos brancos e sofisticados não fazem seu estilo, mas inegavelmente esta foi uma das mais belas produções que fizemos com ela. 
















 SAYÔ
Vinícius Matos descreve Sayonara: “A negra mais linda que eu já vi e fotografei. Pele escura, olhos rasgados e boca desenhada. Linda de morrer”...




Quero também ressaltar que duas das fotos desta produção da Sayô  foram premiadas internacionalmente! Como podemos ver, uma produção despretensiosa angariou simpatia e tocou profundamente os jurados que elegeram  fotos deste ensaio como estando entre as mais belas e criativas. Mais um ponto para toda equipe que possibilitou a realização desta produção!










VANESSA
Um ensaio descolado e criativo que realmente porta a assinatura do Vinícius.