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sábado, 20 de abril de 2013

BAR-MAQUIAGEM



Bem no centro do bairro Marais, em Paris, em um espaço refinado e trend foi criado um bar de maquiagem inspirado no estilo nova-iorquino. Discretamente instalado na rue de Montmorency, no III arrondissement, o Make UP Me oferece prestações de maquiagem sob medida. 




No espaço as pessoas podem não apenas ser maquiadas por make-up artists mas também fazer cursos de maquiagem.

 As maquiagens oferecidas classificam-se em ‘EXPRESS’, ‘NATUREL’ ou ‘SOPHISTIQUÉ’ (Rápida, Natural ou Sofisticada).

 O local pode ainda ser alugado para eventos como festas de aniversário, ou despedidas de solteira com direito a muito champagne e cupcakes.





Gostou da idéia? Confira o site da empresa:

quinta-feira, 18 de abril de 2013

BOURJOIS





BOURJOIS é uma das marcas mais antigas de maquiagem. Sua história se confunde, em seu início, com a dos teatros e dos cabarets parisienses. Os primeiros pós e perfumes desta marca foram criados pelo ator Joseph-Albert Ponsin, em seu próprio apartamento, para as atrizes dos teatros da capital francesa. Inicialmente os primeiros produtos da linha foram  fabricados em forma de sticks oleosos das mais variadas cores (os “Bâtons de Grime” que tinham nomes de personagens de teatro: O ciumento, O Egípcio, O Apaixonado, Romeu) não podemos esquecer também da famosa pomada “Blanc de Perles” que deixava a pele dos atores branca. 





 Ponsin se tornou fornecedor oficial dos teatros imperiais e a atriz Sarah Bernhardt era uma de suas clientes. A paleta inicial de maquiagem foi rapidamente evoluindo,  a finesse e a variedade dos produtos atraíram um sucesso que ultrapassou o universo artístico. Em 1868, Alexandre-Napoléon Bourjois, sócio de Ponsin, comprou a empresa passou então a se denominar a “Fábrica Especial de Produtos para a Beleza das Damas”. Uma clientela mais ampla foi atraída pela qualidade e diversidade dos produtos. Assim, os produtos Bourjois passaram dos placos dos teatros para as penteadeiras das citadinas.



A PARTIR DE 1863, BOURJOIS CRIOU UM PROCESSO ESPECÍFICO: NASCERAM OS PRODUTOS COZIDOS
 Em 1881, o primeiro blush em pó foi fabricado por Bourjois com um processo revolucionário em uma época em que os blushs eram cremosos e oleosos. Estes blushs cozidos começaram a ser fabricados com uma mistura de pó, água e pigmentos que é colocada para secar no forno para depois ser polida à mão para a obtenção de uma forma definitiva. Através deste sistema, é possível a obtenção de um pó fino, sedoso, transparente e delicado.




A QUALIDADE DOS PÓS BOURJOIS PREMIADA EM EXPOSIÇÕES UNIVERSAIS
 O pó de arroz de Java, lançado em 1879, destinado a clarear a tez e aveludar a pele é adotado imediatamente pelas mulheres e sua venda se estendeu ao grande público e em vários países. Uma usina a vapor foi construída em Pantin em 1891. Em 1897, a empresa vendeu 2 milhões de caixinhas de pó de arroz de Java.


1898: UM CATÁLOGO COM MAIS DE 700 REFERENCIAS E UM REFINAMENTO EM TODOS OS DETALHES!
 Sombras, blushes, pós de arroz, esmaltes, batons, mas também perfumes para lenços, sachets perfumados, dentifrícios, loção para os cabelos... até pomada húngara para fixar o bigode dos homens! A oferta de produtos de beleza era grande e cada produto era elaborado com grande cuidado e detalhadamente.

BOURJOIS PARFUMEUR, CRIOU ‘MON PARFUM’ E ‘SOIR DE PARIS’
A fragância de âmbar, flores e especiarias de Soir de Paris, elaborada por Ernest Beaux foi engarrafada em um frasco azul noite, que é sucesso atual entre os colecionadores. Nos Estados Unidos, ela foi batizada ‘Evening in Paris’ e causou um estrondoroso sucesso. Com Soir de paris, o luxo da burguesia se tornou acessível às classes médias que se desenvolveram nos anos 1930.




FANTASIA, ENERGIA, CRIATIVIDADE E PRODUÇÃO SUPERABUNDANTE!
 Nos anos 1930, Bourjois editou centenas de estojos Soir de Paris adaptados a todos os bolsos; estojos propondo uma oferta completa para a beleza feminina, da maquiagem ao perfume, em apresentações extremamente originais: um estojo musical criado em 1958, outro em forma de boné de marinheiro...


BOURJOIS « L’AMI DES DAMES »
Este foi o nome dado a um kit de maquiagem extremamente prático criado em 1890: Bourjois se preocupava já em simplificar a beleza e em facilitar a vida das mulheres. Tratava-se de uma pequena caixinha cilíndrica azul escura que continha um batom, um pó, uma esponja e um khôl para os olhos. Em versão mais estreita e fina, Bourjois também concebeu uma paleta com um espelho, um mini batom, uma mini esponja feita de pena de cisne e provadores de pó: formatos nômades e elegantes.



BOURJOIS ACOMPANHOU AS MULHERES NO MOVIMENTO DE EMANCIPAÇÃO
Durante os anos loucos, época em que as mulheres reivindicaram independência e nova identidade com a moda ‘la garçonne’, Bourjois as acompanhou através da criação de produtos que lhes permitissem afirmar sua personalidade. Em 1936, a marca evocou em uma de suas propagandas o direito ao voto feminino que estava sendo discutida no parlamento francês (este direito foi acordado às mulheres francesas apenas em 1945). 

UMA MARCA MODERNA E DE VANGUARDA
Criando, desde o fim do século XIX, formatos pequeninos ‘minis’, aliando praticidade e design moderno e belo, Bourjois se colocou à frente das outras marcas. Muitos de seus produtos encontram-se entre os mais vendidos mundialmente.



PATRICIA PICCININI




Patricia Piccinini é uma artista australiana que nasceu em Freetown, Sierra Leone, em 1965. Desde os anos 90 ela trabalha o tema das relações entre a natureza, a ciência e a biotecnologia. Ainda que tenha uma sensibilidade próxima dos bio artistas, ela não trabalha usando seres vivos, mas com representações destes. 



Através de sua sensibilidade, cria esculturas hiper-realistas de seres imaginários ou seres híbridos. Suas obras antecipam as criações da ciência do futuro. Conforme os códigos da arte contemporânea, ela faz da feiura e da monstruosidade um tema de predileção e coloca em debate a questão dos limites da humanidade, da normalidade, da estética.





Suas criaturas hiper-realistas provocam sentimentos de repulsa, mas também de ternura, visto que possuem características humanas e animais talvez por isso mesmo nos fascinem  e não nos deixem  indiferentes.  





Feitos de silicone, fibra de vidro e diversas matérias plásticas orgânicas,  estes seres nos levam para um mundo surrealista. A temática geralmente está ligada à infância e à maternidade. Seu trabalho é um questionamento incessante sobre a vida e sua representação. 
















quarta-feira, 17 de abril de 2013

HISTÓRIA DO ESPELHO



Segundo Cocteau, « O espelho deveria refletir bastante antes de mostrar nossa imagem »... Julgado útil pelos filósofos gregos por nos oferecer conhecimento sobre nós mas maléfico pela igreja medieval, este objeto aparentemente anódino está repleto de força simbólica.


Nos tempos pré-dinásticos, os egípcios utilizavam placas de mica para se observarem.  Posteriormente, espelhos de cobre foram criados. No Ocidente, desde os primeiros séculos de nossa era, os espelhos eram feitos de prata e aço polido. 

ESPELHOS ANTIGOS - EGÍPCIO, ETRUSCO E ITÁLICO

O espelho antigo era um pequeno disco de bronze arredondado, que era colocado em um pé ou munido de uma alça de vinte centímetros de diâmetro. Segundo Sócrates, este auxiliar do “Conheça-te a ti mesmo” nos conduziria à vitória contra nossos vícios e nossas fraquezas. Assim o filósofo propunha um espelho aos embriagados para que sua imagem repulsiva os dissuadisse de continuar bebendo. Para Sêneca, o espelho levaria o homem a harmonizar seus atos com sua imagem. O reflexo de nossos próprios cabelos brancos nos prepararia de uma maneira útil para a morte. Mas, na prática, os homens desviaram a lição do espelho. Em vez de se enxergarem, passaram a se admirar e contemplar. Na mitologia, Narciso cede à contemplação de seu reflexo na água e, apaixonado por si próprio, morre.

NARCISO DE CARAVAGGIO

A Idade Média conheceu o espelho de aço polido, comercializado por mercadores e o de vidro. Ambos oxidavam e manchavam rapidamente. Os indivíduos mais ricos protegiam seus espelhos em estojos de marfim ou veludo. Os espelhos pequenos tinham um cabo e os maiores podiam ser apoiados em um pé. No século XIII, a combinação do vidro e da folha de estanho permitiu um reflexo melhor, menos deformado e, no século XIV, o vidro foi algumas vezes substituído pelo cristal.

Na Antiguidade e na  Idade Média os espelhos eram geralmente feitos com estanho ou bronze. Eram objetos frequentemente considerados como ‘espelho mágico’ ou ‘objeto bizarro’ por causa das deformações do real (por causa dos ingredientes com os quais eram fabricados, os espelhos não refletiam corretamente as imagens).


Para a Igreja, a utilização do espelho possuía um aspecto simbólico duplo. Por um lado, os teólogos cristãos recomendavam aos fiéis que estes se olhassem pois reconheciam nesta introspecção uma função moral salutar. Por outro lado, eles viam no espelho um objeto condenável, por tornar o real algo complexo, por espelhar uma imagem desconcertante deste.

 O espelho permite inverter, aproximar, distanciar, fragmentar, aumentar... Seus poderes mistificadores enganam o olhar e por isso, a Inquisição, braço justiceiro da Igreja, puniu este objeto. Em 1321, Béatrice de Plannisoles foi acusada de heresia, adultério e feitiçaria. A jovem compareceu diante do bispo de Pamiers. Dentre ‘os objetos suspeitos que ela possuía para fazer malefícios' a acusação deteve, dentre outros, um espelho, considerado equipamento comum das feiticeiras. A Igreja acreditava que as feiticeiras encarceravam os demônios dentro de espelhos. Acreditava ainda  que o reflexo do espelho era capaz de provocar uma hipnose ou estado de transe. 

O impacto do brilho da luz impediria de ver os objetos e captaria a atenção das pessoas para o interior, tornando então possível as intuições sobrenaturais vindas do diabo e a partir deste momento, interpretações, revelações abusivas, encantamentos, possessões ocorreriam.  O uso do espelho era então considerado algo maléfico. O que não impediu que grandes príncipes, dentre os quais a rainha Catherine de Médicis, recorressem à adivinhação feita com espelhos para tomar suas decisões políticas.


No Renascimento, com o desenvolvimento dos trabalhos de ótica, os artesãos  alemães e venezianos fabricaram um espelho que foi chamado de ‘cristalino’,  por causa de sua pureza. Ele possuía mercúrio em sua fórmula, o que impedia a imagem de se deformar.  

O espelho se desenvolveu e, de acordo com seu uso, se tornou espelho de muro ou joia.

LES ÉPOUX ARNOLFINI, com o espelho ao fundo

A descoberta do espelho de vidro ocasionou uma verdadeira revolução: a invenção do vidro na vidraçaria veneziana de Murano abriu novas possibilidades para o uso do espelho e  este segredo de fabricação foi mantido oculto durante muito tempo. A Itália conservou a exclusividade desta fabricação e exportou suas obras para o resto da Europa, influenciando o caráter artístico da produção.

 As primeiras molduras para os espelhos italianos eram simples pedaços de madeira extraída de árvores como a castanheira, o álamo e a nogueira. Pouco a pouco foram sendo adaptados ao espírito Gótico e à Renascença, quando foram se tornando mais massivos, com frontões, ornamentações ricas, personagens mitológicos ou outros, pérolas e folhas de acanto.  Ornamentos de bronze, pedras preciosas, ágata eram frequentemente associados à madeira. O espelho mais célebre da época  é o de Marie de Médicis, que está conservado no Museu do Louvre.

Ao longo do século XVII, foram sendo criadas diversas manufaturas em outros países europeus, mas a tradição dos mestres de vidro de Veneza sempre foi seguida.

Assim, o mundo de fabricação do espelho de vidro foi se aperfeiçoando, os fabricantes obtiveram superfícies cada vez maiores e o espelho passou a se tornar um objeto de decoração interior, sendo que as formas e as molduras foram se adaptando ao conjunto da decoração. Pouco a pouco a França passou a impor seu domínio e sua produção de espelhos, desde o reinado de Luís XIII. O Rei apoiou este setor assim como todo o resto da criação artística. Durante o reinado de Luís XIV, foi elaborada a moldura ricamente esculpida ' à la française' com realizações originais feitas por numerosos artesãos, estas obras foram adquiridas por personalidades para a decoração de casas reais e aristocráticas. As criações  mais prestigiosas da época são a concepção da Galerie des Glaces, as salas de aparato de Marly, de Chambord e de Fontainebleau.

GALERIE DES GLACES

Depois do estilo Luís XIV, o estilo Rococó conheceu uma grande popularidade com combinações de madeiras preciosas, escamas, pérolas e latão assim como a introdução do estilo estético oriental (chinoiseries) através de espelhos com molduras feitas de laca, e a  presença de plantas exóticas e ornamentação de pagodes.
ESPELHO LUÍS XIV

Ao longo dos séculos XVII e XVIII, toda Europa substituiu o estilo pesado e maciço das molduras douradas por ornamentações mais leves e influencias exteriores. Em particular, no início do século XVIII, a influência do francês Daniel Marot (1660-1718) foi observada em diversos países europeus.
A ornamentação das molduras com motivos antigos apareceu na época neoclássica. A imperatriz Joséphine encomendou um conjunto de espelhos de etilo Empire, que corresponde a esta moda.

Após a metade do século XIX, a fabricação de espelhos foi sendo feita através da imitação dos estilos precedentes. Cada vez mais os ornamentos foram sendo fabricados com gesso e estuco dourado, o que permitiu uma produção em série e de menor qualidade. Apenas Veneza conservou a tradição dos espelhos de vidro de estilo rococó.

ESPELHOS VENEZIANOS


Com a Art Nouveau, surgiu um estilo original, pessoal, oriundo do espírito da época e não uma mera imitação do passado. Influências chinesas e japonesas apareceram em adaptações pessoais. Os artistas principais, criadores e desenhistas de Espelhos quer marcaram esta época foram  Henri Van de Velde 1863-1957, pintor, arquiteto e desenhista belga, Richard Riemenschneider 1868-1957 e  Bernhardt Pan Kok 1872-1943.



JUDAISMO E ISLAMISMO
Na religião judaica, o espelho tem conotação positiva. Durante o Êxodo as filhas de Israel usaram espelhos de metal para se embelezarem. Durante a fuga do Egito, as mulheres reencontraram seus maridos com espelhos. Moisés aceitava que as mulheres oferecessem espelhos durante a construção do Tabernáculo destinado a receber a Arca da aliança e os objetos sagrados. Nas práticas de luto, os próximos da família devem cobrir os espelhos para que a alma do defunto não seja aprisionada no espelho. Os cristãos também adotaram esta prática. O Islã parece não  dar nenhuma importância particular ao espelho.  Nenhum verso do Alcorão o menciona nem para recomendar ou para repreender e as mulheres muçulmanas o usam sem nenhuma interdição.