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sábado, 25 de maio de 2013

MAQUIAGEM NA CHINA ANTIGA


Na China Antiga, particularmente na dinastia TANG, a maquiagem feminina era executada em sete etapas: a primeira etapa consistia na aplicação de uma base em forma de pó sobre a qual uma cor deveria ser colocada. Depois disto, as sobrancelhas deveriam ser escurecidas e um toque dourado ou flores cintilantes e douradas deveriam ser acrescentadas na testa. Em seguida, covinhas deveriam ser desenhadas, as faces deviam ser coloridas e, por fim, os lábios deveriam ser maquiados.

Se os olhos são as janelas da alma, os lábios são o espelho do caráter e do temperamento. De extrema importância para o embelezamento do rosto, a maquiagem dos lábios tem uma longa história e variou ao longo das diferentes épocas. Acredita-se que a maquiagem dos lábios, em sua origem, era praticada para agradar aos deuses em ocasiões religiosas. Ao longo do tempo a maquiagem da boca era inclusive reveladora do status social de seu portador.

Na China antiga, os produtos de beleza consagrados aos lábios eram comumente denominados “bálsamo para lábios’ ou “bálsamo para boca’ como está indicado no dicionário chinês “Shiming” escrito por Liu Xi na dinastia dos Han Orientais (25-220).
Durante este primeiro período, o bálsamo para os lábios, assim como a maior parte dos outros produtos de maquiagem, era tipicamente, mas não exclusivamente, usado pelas mulheres. Esta mistura pastosa e colante era aplicada para aliviar lábios machucados ou desidratados por causa do ar seco, baixas temperaturas ou vento. O primeiro objetivo deste produto era formar uma camada na superfície dos lábios para que estes conservassem a umidade, protegendo-os assim da exposição exterior.


No passado, a matéria de base era o ‘Vermillon (pigmento vermelho usado na antiguidade) cuja composição química é sulfureto  de mercúrio  (HgS). Esta substancia era produzida nas províncias do Hunan, do Guizhou e do Sichuan e fornecia a cor perfeita para ‘lábios ideais’. Entretanto, por faltar um produto que fornecesse uma forte adesão, o vermillon se dissolvia com facilidade em lábios carnudos e o brilho vermelho não durava muito tempo.



Notando isto, os chineses passaram a acrescentar cera mineral e gordura animal ao produto, a fim de tornar o vermillon resistente à água e lhe proporcionar forte poder adesivo.
O primeiro bálsamo labial não se parece nada com os batons atuais. Ele era em forma de pasta que era guardada em um recipiente distinto.

Depois das dinastias Sui (589-618) e Tang (618-906), alguns bálsamos labiais foram transformados em uma substancia sólida de forma tubular. Com este formato mais prático, o bálsamo adquiriu grande popularidade e sua produção não sofreu grandes mudanças até os tempos modernos.   



Na China antiga, o bálsamo labial possuía também sabores incríveis. Na Dinastia do Norte (589-618), os ingredientes de base incluíam cravo e ageratum (planta herbácea de cultivo anual). Durante a dinastia Tang, perfumes artificiais foram acrescentados aos bálsamos.


Observação : O vermillon (alpha HgS) é produzido através da síntese (por via seca ou úmida) do enxofre e do mercúrio.

Tradução Livre realizada por Kris Xiva do artigo “Maquiagem, um toque de vermelho para seduzir”  de autoria de MICHELEM, para  Chine Informations

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MAQUIAGEM DE ÓPERA - CHINA


A Ópera de Pequim é uma combinação harmoniosa de canto, dança e acrobacia artística, de diálogo, de monólogo, de arte marcial e de mímica. Com sua música de acompanhamento, seus cantos e dança acrobática e seu figurino extravagante, ela é considerada a ópera nacional da China.


Antigamente suas apresentações ocorriam a céu aberto, nas casas de chá, nos pátios dos templos. Como a orquestra tocava com muito barulho, os artistas tiveram que desenvolver  um estilo de canto extremamente  alto e agudo para que a plateia pudesse escutá-los. O figurino foi elaborado com cores vivas exatamente para que os atores pudessem ser vistos em palcos claros ou mais escuros. O acompanhamento é feito essencialmente pela orquestra e pela bateria. Sendo que a orquestra acompanha as cenas pacíficas e a bateria anima as cenas de combate.


Em todas as apresentações, a Ópera de Pequim tem constantemente quatro papéis principais:

O ‘SHENG’ (homem) Civil, militar, LAO SHENG, (velho com barba: homem digno, educado, oficial, intelectual); XIAO SHENG (jovem, jovem guerreiro, jovem mundano); WU SHENG (acrobata extremamente ágil e hábil)

A  ‘DAN’ (mulher) que pode ser de 6 tipos (da jovem virtuosa à mulher de idade avançada: QING YI (modesta, virtuosa); HUA DAN (cândida, provocante, jovial); GUI MEN DAN (jovem, jovem recém casada); DAO MA DAN (mulher autoritária, general); WU DAN (mulher acrobata); LAO DAN (senhora idosa)

O ‘JING’  representa um personagem intrépido, geralmente de sexo masculino, que domina as artes marciais.

O ‘CHOU’, é um personagem cômico, um palhaço malicioso, que sempre tem uma mancha de maquiagem branca no rosto.



 XINGTOU

O figurino da Ópera de Pequim chama-se Xingtou ou Xifu, na língua popular da China. As origens deste figurino datam do século XIV. Nesta época, os precursores começaram a utilizar, pela primeira vez, roupas largas e excêntricas.



MÁSCARA E MAQUIAGEM



Os atores desta ópera têm principalmente dois tipos de decoração facial: máscara e maquiagem. Além disto, eles possuem uma técnica que lhes permite mudar de máscara no palco sem que os espectadores percebam. 

Esta mudança de máscaras é uma técnica difícil que é utilizada para exagerar os sentimentos interiores dos personagens, assim como para representar seus temperamentos, animar a platéia e reforçar os efeitos desejados.


Cada personagem tem um rosto típico que revela seu sexo, sua idade, assim como seu status social. A maquiagem é artificialmente exagerada, assim como o figurino e o gestual.



A maquiagem dos personagens define os temperamentos de cada um:

-Uma maquiagem complicada simboliza a crueldade
-Uma maquiagem enviesada, oblíqua, simboliza a maldade ou a feiura
-A maquiagem branca simboliza um personagem cômico
-A maquiagem vermelha simboliza a lealdade ou a coragem
-A maquiagem preta simboliza a boa vontade
-A maquiagem azul simboliza a brutalidade, a arrogância
-A maquiagem amarela simboliza a esperteza
-A maquiagem verde simboliza a inconstância, a impetuosidade
-A maquiagem dourada simboliza um ser sobrenatural




TRADUZIDO E ADAPTADO por Kris Xiva
a do site Chine informations.com/guide

segunda-feira, 20 de maio de 2013

HISTÓRIA DA MAQUIAGEM - ROMA ANTIGA



Roma antiga manteve uma relação ambígua com a maquiagem . Ovídio aconselhava o uso dos cosméticos desde que estes ‘embelezassem sem destacar’... O escritor Tertuliano criticava a maquiagem com veemência, considerando pecado o ato de se maquiar, visto que, através da maquiagem, as pessoas estariam tentando ‘refazer a criação de Deus’...



Tez Pálida
Na Roma antiga, a beleza também consistia na obtenção ou manutenção da tez pálida para as mulheres. Apresentar uma pele não bronzeada tinha um significado social: implicava que a pessoa podia viver ociosamente e que era citadina  (ou seja, que possuía um bom status social). Por outro lado, os homens deviam ter uma pele bronzeada, o que significava que viviam em contato com o sol e o ar livre.



Beleza Feminina
O ideal da beleza feminina romana evoluiu  ao longo do tempo mas alguns critérios eram permanentemente exigidos: pernas carnudas e arredondadas, cabelos compridos, peitos e quadris largos e cintura fina.

Desde o fim da República, o romano passou a tomar um grande cuidado com sua aparência: seu corpo, nascido imperfeito e inacabado, deveria se afastar da animalidade através da educação e do esforço. Um corpo que deveria então ser lavado, dominado, vestido, alimentado de forma responsável,..  Quem não aceitava  estas regras era considerado sórdido, inculto, sujo, repugnante pois cuidar de sua aparência era um dever para si além de ser uma consideração para com os demais.

Instrumentos de toilete: paleta de pós, espelho, pinça para depilação, moedor, frascos (de vidro, osso, pedra, bronze) Época galo-romana


OS OLHOS
Os romanos usavam antimônio pulverizado e cinzas escuras para desenhar as sobrancelhas e para ressaltar os olhos.

A PELE
Os romanos acentuavam a tez branca com giz ou chumbo branco. Entretanto esta matéria extraída do chumbo apresentava perigos para a saúde e Galiano, o célebre médico,  denunciou sua nocividade. Assim, desde o século II DC , o Khôl passou a substituir este produto e as faces passaram a ser maquiadas com amoras esmagadas e as têmporas com cremes coloridos.

OS PÓS
Vários  colorantes eram usados na confecção das sombras e blushs. Os pós eram misturados em pequenos recipientes. A substância de base era extraída da lã e, posteriormente, tingida.




TRADUZIDO e Adaptado por Kris Xiva

Docs divers Histoire des Cosmétiques
Plínio, Histoire naturelle, Livre XXXV, Edition Nisard, édition J. J. Dubochet, 1850

domingo, 19 de maio de 2013

POROS DILATADOS? BENEFIT neles!





Se você deseja eliminar o aspecto dos poros abertos e obter uma pele com aspecto lisinho.... a varinha mágica chama-se THE POREfessional da marca Benefit.



Este produto é considerado ‘o bálsamo’ que reduz a aparência dos poros dilatados e fixa a maquiagem em um piscar de olhos. Efetivamente o produto contem vitamina E e ajuda a combater os radicais livres.



A fórmula dupla ação pode ser usada em qualquer momento do dia embaixo ou por cima da base (mas sempre antes do pó). Bem, você tem que testar para ver o que melhor se adapta à sua pele (antes ou depois da base).... Enfim, este produto leve e translúcido se adapta a todos os tons de pele.


sábado, 18 de maio de 2013

MAQUIAGEM NA GRÉCIA ANTIGA




Ao longo da história ocidental, a história da beleza frequentemente está associada ao sexo feminino, porém na Grécia Antiga, vemos o corpo masculino tomar este lugar. Músculos aparentes e membros atléticos, o esporte como um culto, sinônimo de saúde e estética... 



Ainda assim, as mulheres não escaparam deste culto de cuidados com o corpo (lembremo-nos que a mulher espartana também praticava atividades físicas, vestia a mesma túnica curta que os homens) e que, nas representações, ela exibia abdomens perfeitamente desenhados, braços longos e firmes, ainda que arredondados. 

Como a divindade representava um papel importante no seio da sociedade e era fonte de elevação deste ideal feminino, isto explica o fato das estátuas da época não terem sido inspiradas em ‘pessoas reais’. Apenas a partir do século V que a estatuária passou a representar pessoas de verdade.

Na Grécia antiga e até o século XVIII, o ideal humano foi projetado através dos deuses, cuja aparência mostra a forma da perfeição humana. A ideia de uma beleza exterior que refletisse a beleza interior foi uma característica maior do espírito grego antigo (Kalos Kagathos ou a arte de ser bom e belo ao mesmo tempo). Encontramos também em nossa cultura atual expressões que derivam desta noção, por exemplo, quando falamos de ‘belas ações’ para mencionarmos ‘boas ações’...



 A procura de uma beleza física apareceu também na arte e estatuária gregas desde o período arcaico. Através da arte, as figuras denominadas ‘kouros’ foram multiplicadas. Os jovens “Apolos’ que adquiriram grande importância no ideal de uma beleza corporal aliada a uma moralidade indiscutível. Assim, os gregos acreditavam que se houvesse  algo de divino na beleza humana, trataria-se de algo efêmero, enquanto a estatuária seria capaz de fixar eternamente esta beleza desejável.

A idade também foi um fator estético que participou da instauração de alguns critérios de beleza, com a aparição dos efebos, ou seja, jovens de Atenas que faziam o serviço militar e foram representados nús com formas e proporções matematicamente perfeitas.

Do século XII ao século VIII antes de nossa era

A cosmética era considerada uma ciência afiliada à medicina e tinha como finalidade preservar o físico. Por isto a maquiagem deveria sempre ser discreta e não destruir “as harmonias criadas pela natureza”. A tez deveria ser branca (muitas vezes maquiada com gesso e cal, as bochechas rosadas, os olhos maquiados com cinzas ou açafrão e os cílios escurecidos). Nesta época, a sobrancelha grega era retocada com maquiagem preta.






Séculos V e IV 

Apenas as cortesãs podiam se maquiar. Platão considerava a arte de se maquiar como algo tão indigno que não devia ser praticado por cidadãos livres.

Século III antes de nossa era

As mulheres passaram a colorir as faces com blush, a escurecer as pálpebras  com incenso e a aumentar os olhos com khôl. Esta época foi fundamentada e marcada por preocupações de toda ordem com a higiene corporal. As pessoas se lavavam com frequência, seus corpos eram higienizados com pós perfumados e a língua limpada com uma gilete feita com marfim)...  A concepção do ato de se demaquiar era algo completamente diferente da que temos hoje em dia. As mulheres retiravam a maquiagem apenas pela manhã, nos banhos públicos, antes de se maquiarem novamente!



A GRÉCIA CLÁSSICA

A Grécia clássica distingue claramente a cosmética (higiene) da arte da maquiagem. Na Grécia Clássica, a sociedade era feita por e para os homens. As mulheres, seres destituídos de direitos cívicos, eram uteis apenas para a reprodução. Não tinham o direito de se dedicarem a si próprias pois deviam se consagrar exclusivamente a seus filhos e marido.



A mulher da época tinha porém o dever de manter sua pele branca (o que demonstrava que ficava em seu domicílio e não saia ao sol) e não deveria usar maquiagem, exceto para receber seu marido ou amigos. As gregas usavam também mel para tratar seus lábios e fabricavam cremes com produtos de origem animal adicionados a excrementos de touros e cabras.

Por fim, não devemos nos esquecer que os cosméticos e a maquiagem chegaram à Grécia e ao Império Romano graças às caravanas que comercializavam seda e especiarias na Europa e que etimologicamente, o termo ‘cosmético’ deriva do grego Kosmêtikos, derivado por sua vez  da palavra Kosmos, harmonia ou ordem. 


Pesquisa e Tradução Livre de diversos artigos franceses  - por Kris Xiva - 


terça-feira, 14 de maio de 2013

AS BASES




OS DIFERENTES TIPOS DE BASES disponíveis no mercado

Os produtos de cobertura de pele evoluíram com o tempo e, atualmente, possuímos diversas texturas de base. O maquiador deve escolher a textura ideal para cada tipo de pele, segundo o objetivo da maquiagem e do nível de cobertura desejado. Assim sendo, para cada objetivo (maquiagem para uma novela, teatro ou festa) será utilizada uma base diferente.



BASE LÍQUIDA
A base líquida é a cobertura de pele mais utilizada. É um produto líquido como a água que convém a todos os tipos de pele. Produto indicado para as pessoas que se maquiam diariamente e que desejam uma maquiagem discreta. Pode ser aplicada com os dedos ou como uma esponja de látex. Apesar de sua praticidade para o uso diário, trata-se de um produto jamais utilizado em maquiagem profissional pelo seu baixo poder de cobertura e, por isso, não é capaz de corrigir a tez.




BASE FLUIDA
Trata-se de uma base mais grossa mas ainda líquida com um poder maior de cobertura. Convém às peles secas e mistas e é um produto perfeito para as pessoas que se maquiam regularmente. Tem uma boa cobertura para maquiagens naturais, tem poder de corrigir e uniformizar a tez. Sua aplicação pode ser feita com os dedos, esponjas de látex ou espuma. Pode também ser usada no corpo para uniformizar a pele das modelos para fins profissionais.

BASE CREMOSA
De textura cremosa, convém a todos os tipos de pele e pode ser aplicada todos os dias para maquiagens de beleza, maquiagens de televisão. Sua aplicação geralmente é feita com esponja. Convém às peles secas e mistas. Também pode ser utilizada para maquiagens do corpo.

BASE E PÓ EM UM SÓ PRODUTO
Esta base convém a todos os tipos de pele. É perfeita para as pessoas que não dispõem de muito tempo para se maquiar e que desejam ter um aspecto saudável. Este tipo de produto dispensa o uso do pó após sua aplicação, que deve ser feita com esponja. Nunca deve ser utilizada em maquiagem profissional pois possui demasiado pó em sua composição e não cobre suficientemente a pele.

BASE FORMULADA COM ÁGUA
Convém a todos os tipos de pele. É usada na maquiagem artística ou para proteger a pele quando um body painting for realizado. Também é usada em fotografia para unificar a cor do corpo. Deve ser aplicada com esponja de espuma úmida  A água deve ser dosada pois quanto mais molhada estiver a espuma, mais transparente esta base se tornará. Esta base é usada como uma pintura.

BASE COMPACTA
Ideal para peles mistas e oleosas. Também é utilizada para a televisão, o cinema, o teatro, fotografia, etc. Alto poder de cobertura mas pouco adaptada para maquiagens diárias pelo fato de ser espessa e entravar a respiração da epiderme. Esta base é frequentemente extremamente pigmentada e seu uso deve ser estritamente profissional. Deve ser aplicada com uma esponja de espuma para evitar manchas de excesso de produto.

BASE CAMUFLADORA
Convém a todo tipo de pele. Somente os profissionais sabem utilizar este produto. Trata-se de uma base usada para maquiagens de espetáculo, moda, efeitos especiais, cinema, etc. Possui altíssimo poder de cobertura (duas vezes maior do que uma base compacta). Além disso, protege a pele de outros produtos de maquiagem . Atenção pois este produto é extremamente oleoso e necessita de ser perfeitamente fixado com pó após sua aplicação, que deve ser feita exclusivamente com uma esponja de espuma. Este produto não deve nunca ser usado cotidianamente em maquiagens de beleza, exceto em correções de cicatrizes ou para tampar tatuagens. A pele deve ser anteriormente protegida com creme de base que hidrate a pele antes do uso desta base-camuflagem.



A BASE HD
Esta base foi criada para responder às necessidades da imagem numérica HD. O resultado é extremamente discreto, praticamente invisível inclusive em closes. Ideal para maquiagens diárias pois possui textura extremamente fina, leve, agradável, o que torna o produto de fácil aplicação. Esconde as imperfeições da pele e a deixa respirar. A base HD não marca as pequenas rugas e provoca uma sensação de frescor ao ser aplicada. Ideal também para maquiagens masculinas pois apesar da cobertura perfeita, não denuncia que a pessoa foi maquiada. O produto pode ser aplicado com uma esponja especial exclusiva para produtos HD, ou com um pincel.




A base HD deve ser fixada com um pó fino transparente especial. Quanto mais fino este pó, mais ele será invisível através das lentes das câmeras e mais a maquiagem será transparente.


Traduzido e adaptado por Kris Xiva do artigo MAQUIAGEM HD-
 CABINES 214 – JANEIRO 2009 -Stéphanie B.

CLARINS




Após terminar os estudos de medicina, Jacques Courtin abriu, em 1954,  o primeiro insituto CLARINS (o nome faz referencia a uma peça de teatro), na rua Tronchet, em Paris. Sua única motivação era fazer uma homenagem à mulher ‘por amor e respeito à beleza feminina’. Neste instituto, Courtin fazia questão de estabelecer uma relação direta com suas clientes proporcionando-lhes cuidados e conselhos personalizados através da utilização das melhores propriedades das plantas. Meio século depois esta máxima ainda faz o sucesso desta célebre marca francesa.



Clarins encontra-se entre os produtos franceses de luxo mais vendidos, resume uma história de verdadeiro sucesso familiar, pois os dois filhos de Jacques Courtin atualmente dirigem juntos a empresa. Seu fundador (falecido em 2007) foi um verdadeiro precursor, o primeiro francês a elaborar óleos puríssimos, 100% obtidos das plantas. O respeito ao meio ambiente e a utilização dos princípios ativos vegetais foram os valores essenciais que pautaram a fundação e manutenção da empresa. Com efeito, as plantas são a base de elaboração de todos os produtos da marca. Extratos raros entram na composição dos produtos: antienvelhecimento, óleos essenciais, cremes de emagrecimento... Para diversificar a atividade do grupo, Clarins lançou uma gama de maquiagem e perfumes e, em 2002, uma linha masculina foi criada. 


Os laboratórios Clarins selecionam extratos de plantas provenientes do mundo inteiro.

Clarins se engajou na proteção ambiental e desde 1991 não usa nenhum produto de origem animal. Clarins foi também a primeira marca a eliminar os testes de seus produtos em animais.

Atualmente Clarins é uma marca conhecida no mundo inteiro, está implantada em 160 países e emprega mais de 6000 empregados. Clarins é a primeira marca mundial francesa de produtos de tratamento e realiza negócios vultosos de cerca de um bilhão de euros anuais.




TRADUZIDO de documentos franceses sobre a história de Clarins por KRIS XIVA. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

TUDO SOBRE O TRABALHO DO MAQUIADOR PROFISSIONAL NA FRANÇA




Em um backstage de cinema, nos bastidores de um teatro ou de um desfile de moda, o maquiador profissional realiza a maquiagem de atores ou manequins. Exercer esta profissão em um salão de beleza, clínica estética ou trabalhar com vendas são outras alternativas . Em qualquer contexto que seja, não é suficiente saber aplicar os métodos básicos: é necessário possuir ou desenvolver um senso artístico pessoal e provar constantemente possuir  imaginação e criatividade.



Além disto, o domínio da língua inglesa é exigido para quem deseja trabalhar no exterior ou com desfiles de moda na Europa. 

Na França não há diploma nacional que sancione a profissão, por isto apenas escolas privadas oferecem formações especializadas. A sensibilidade artística é imprescindível para este profissional e é por esta razão que os alunos encontrados nas grandes escolas de maquiagem  possuem perfis variados: muitos são diplomados em artes plásticas mas também encontramos público oriundo do universo da estética assim como cabeleireiros, estilistas, etc... A idade mínima exigida pelas escolas de formação profissional é de 18 anos. 

Caso você deseje trabalhar em um instituto de beleza na França, você deve ter um diploma de estética de primeiro ou segundo grau (CAP, Bac pro ou BP ‘estética-cosmética-perfumaria’; BTS estética-cosmética).
O universo do espetáculo e da moda é uma segunda possibilidade para quem deseja trabalhar com maquiagem artística. São cargos extremamente cobiçados cujas vagas são raras. Os períodos de trabalho frequentemente intensos são seguidos por longos meses inativos. Os maquiadores artísticos são considerados, na França, ‘intermittents du spectacle’ intermitentes do espetáculo e, assim como os demais trabalhadores deste universo, são remunerados com um salário que é denominado ‘cachet’ . Aqueles que conseguem se estabelecer e possuem bons contatos podem ganhar bem, mas muitos destes trabalhadores não conseguem viver apenas com este tipo de trabalho.



Além deste setor, o maquiador pode trabalhar em salões de beleza, clínicas estéticas ou em perfumarias (geralmente para uma marca de cosméticos que deseja divulgar seus produtos). Neste caso, uma formação anterior em Estética é exigida e na França há várias possibilidades de estudos que atestam níveis diferentes de especialização.

AS EXIGÊNCIAS DO MÉTIER...

-Realizar diversos tipos de maquiagens
-Ser capaz de criar maquiagens para espetáculos distintos
-Dominar técnicas de embelezamento mas também de envelhecimento e caracterização.
Em uma clínica ou salão, o profissional deve ser capaz de realizar as maquiagens demandadas pelas clientes.


Maquiagens de beleza, maquiagens artísticas, maquiagem corporal, efeitos especiais, técnicas de envelhecimento, maquiagem preta e branca... O maquiador deve dominar diversas técnicas, saber usar as cores, as sombras e as luzes para produzir os efeitos desejados. Deve saber apagar as imperfeiçoes da pele assim como criar personagens fantásticos, envelhecer comediantes...


QUALIDADES ESSENCIAIS

CRIATIVIDADE
SENSO DO DETALHE – ser minucioso e perfeccionista 
SER BILÍNGUE



SALÁRIO
(Dados correspondentes ao ano 2009)

Intermitentes do espetáculo recebem por cada filme ou espetáculo. Os salários destes profissionais dependem do budget dos projetos, do número de dias trabalhados, da notoriedade e da experiência profissional.

Assistente de Maquiagem: ganham a partir de 1118 euros
Maquiador(a): podem ganhar de 1600 a 2700 euros
Maquiador(a) chefe: a partir de 2900 euros



MERCADO DE TRABALHO
Na França, o principal recrutador dos maquiadores são as grandes marcas de cosméticos e as cadeias de lojas e perfumarias. Os profissionais serão responsáveis pela divulgação dos produtos para a clientela. Estes empregos podem evoluir para cargos de responsabilidade na França ou exterior.
Os institutos de beleza também recrutam maquiadoras titulares de diplomas (pelo menos do nível do CAP)

A terceira grande possibilidade é aquela da maquiagem artística. Neste tipo de trabalho, os profissionais exercem como free-lancers no universo da moda e dos espetáculos e são remunerados com cachet.

Sobretudo na região francesa Île-de France (a mais populosa e onde está localizada a cidade de Paris), o mercado concerne estas três possibilidades descritas. Ainda assim, as oportunidades de se trabalhar  como maquiador na França são reduzidas e o profissional da maquiagem deve ser capaz de mobilidade (mudanças constantes de emprego e de cidade) ao longo de sua carreira.



EVOLUÇÃO PROFISSIONAL DO MÉTIER

Na França, você começa na profissão como ASSISTENTE DE MAQUIAGEM e ajuda um(a) maquiador(a) experiente durante algum tempo.



Depois de alguns anos, você pode se tornar MAQUIADOR(A).


Posteriormente, após alguns anos, depois de trabalhar como maquiador(a), você pode se tornar MAQUILLEUSE CHEF/MAQUILLEUR CHEF – maquiadora chefe ou maquiador chefe. Este tipo de denominação existe oficialmente apenas no cinema. Para obter a carteira de identidade profissional do CNC (Centro Nacional de Cinematografia) você deve provar ter trabalhado para 7 sets cinematográficos. Nos outros setores (espetáculos ao vivo), os maquiadores que fazem a criação das maquiagens podem ser designadas por este título (Maquiador(a) chefe) mas de maneira mais informal.



 TRADUZIDO E ADAPTADO POR KRIS XIVA
do site francês sobre orientação profissional